COLIDER: CARAPÁ VIVO Inicia Projeto de Reflorestamento de Nascentes na Estância São Carlos

Pautado no PRAD, Plano de Recuperação de Áreas Degradadas da Bacia Hidrográfica do Rio  Carapá, que consiste na      criação de estratégias e técnicas a serem executadas com o objetivo de restaurar ecologicamente áreas degradadas e ou danificadas da Bacia Hidrográfica do Rio Carapá, CARAPÁ VIVO deu início no último fim de semana,  no Projeto de Reflorestamento de oito nascentes na Estância São Carlos, de propriedade de Luiz Carlos Moia Gonçalves.

A data do início deste projeto teve um significado especial, alusiva a passagem do aniversário de três aninhos de fundação, da Ong Ambiental Carapá Vivo, neste dia 09 de novembro. Pouco tempo de criação, mas com  muitas ações em prol a comunidade. No decorrer deste curto período de tempo várias grandes ações foram desenvolvidas em Colider voltadas a Representação, Defesa, Proteção e Preservação do meio ambiente. E o projeto de Reflorestamento de Nascentes visa a garantia de água em  qualidade e quantidade, especialmente às futuras gerações.

 Para que fosse dado o início da revitalização das nascentes em sua propriedade, o empresário do ramo agropecuária, Sr. Moia, como é popularmente conhecido, fez o isolamento do local onde estão as oito nascentes, tratando-se de uma área de 868 mts quadrados,  onde na  totalidade serão plantadas 800 mudas de árvores diversas nativas da região, inclusive algumas frutíferas para a alimentação da fauna.  

  “ É grande  a importância da revitalização de rios e nascentes, reflorestando, limpando e conservando. E cuidar do elemento primordial para a subsistência na terra, a ÁGUA, é imprescindível. Faz-se mister para que a vida se mantem ativa nas interações entre os seres vivos, para a garantia da vida no planeta, tanto do ser humano quanto das demais espécies vivas”, e nessa visão Carapá Vivo vem trabalhando no sentido de despertar a atenção da comunidade para a necessidade da  recuperação das nascentes fontes de vida do rio Carapá, que é o responsável pelo abastecimento de água à comunidade”, enfatiza o presidente Eliel Mota de Souza.

 “O reflorestamento é a recomposição das perdas ambientais,  e Carapá Vivo atua nesse projeto com o fim de repovoar áreas desmatadas, recuperar as florestas que foram destruídas  deixando as nascentes desprotegidas, em meio a degradação, muitas delas tomadas pela  erosões.  As árvores plantadas em volta dessas nascentes vão crescer reter a erosão, sombrear o solo, favorecendo a germinação das próximas espécies, incentivando a visitação de animais responsáveis pela distribuição de  sementes que leva a  diversificação da floresta”, diz o Técnico em Gestão Ambiental, Paulo Gomes.

           O gestor ambiental lembra que a recuperação de áreas degradadas pelos proprietários de propriedades rurais, de acordo com o Código Florestal, é obrigatória. O projeto Carapá Vivo está fornecendo uma ajuda de grande significância, porque além da restauração, os proprietários dessas nascentes  receberão orientações necessárias para  dar continuidade à manutenção dessas áreas.

   “O plantio de mudas em áreas de nascentes de rios para o reflorestamento e revitalização dos cursos de água em nosso município é muito importante, sobre tudo em áreas que compreende a bacia do rio Carapá, pois é o principal rio que corta nosso município, abastecendo a zona urbana da cidade e contribuindo para toda atividade industrial, comercial e agrícola de Colider. E o início desse plantio celebra o começo do desenvolvimento de um projeto que tem tudo pra ser referência na região norte de Mato Grosso em reflorestamento de bacias hidrográficas. É o momento de toda a sociedade civil organizada somar forças e contribuir para que essas ações continuem se multiplicando por todo o estado”, enfatiza Rinaldo Marques Padilha, vice-presidente da Carapá Vivo, Doutorando em Física Ambiental pelo Programa de Pós Graduação em Física Ambiental – Universidade Federal do Mato Grosso. 

Por sua vez, Greiciely Pereira Figueiredo, graduada em Biologia, também fazendo parte do projeto, destacou que, cada árvore que planta se sente mais e mais convencida do grande acerto das medidas de recuperação de áreas degradadas, da proteção de nascentes, através do Programas de Recuperação Ambiental de Carapá Vivo. “Os resultados logo aparecerão, e os benefícios atingirão além do proprietário da área de localização das nascentes, principalmente, a comunidade com garantia de água abundante e de qualidade; enfatiza Greiciely.

  “É muito gratificante atuar em um projeto em prol da vida, como esse de Reflorestamento de Nascentes, da Carapá Vivo. Plantando essas   mudas com vária espécies nativas, em pouco tempo toda área do plantio será coberta, e se não nós, mas nosso filhos e netos poderão ver aqui uma linda comunidade vegetal, formada”, salientou a voluntária, professora aposentada Maria Ivone, que dando a sua contribuição destemidamente enfrentou o sol e também “pôs a semente na terra”.

        Vale destacar que Carapá Vivo contou com apoio a Unemat, Tania Donini e Sr. Angelo para a doação das mudas