Em Reunião Carapá Vivo Trata de Parceria com Águas Colíder e Apresenta Seus Projetos de Preservação Ambiental Evidenciando a Revitalização do Rio Carapá

   Há anos a população colidense vem sofrendo com a escassez de água nas torneiras no período de estiagem, quando a ausência da chuva deixa o rio que abastece a cidade, o Carapá, 90% seco, como no último ano.  Visando amenizar esta situação que causa grandes transtornos aos colidenses, a empresa Concessionária Águas Colíder, convocou para reunião,  no fim do mês de abril  alguns órgãos representantes do poder público,  entidades privadas, segmento social como a Associação Ambiental Carapá Vivo, quando a empresa gestora do abastecimento de Colider levou ao conhecimento dos presentes um Plano de Ação Para Estiagem a ser colocado na prática com o fim de reduzir o impacto causado pela seca do rio, para o desenvolvimento do qual propôs a formação  de parceria criando o  “Grupo de Estiagem”. E para clarear sobre a referida parceria, uma nova reunião aconteceu nas dependências da Unemat, no sábado 08 de maio de 2021, com a participação de Chistopher Alves, Gerente Operacional, e Homar Capristano, Coordenador de Sustentabilidade da Concessionária de Águas Colider, com membros da Carapá Vivo, Ong presidida por Eliel Mota. Ocasião em que foram apresentados os projetos Carapá Vivo de Preservação Ambiental, evidenciando  a Revitalização do rio Carapá.  

 Os representantes da empresa mostraram que, acima de tudo a reunião visava melhor conhecer os projetos Carapá Vivo, a equipe que atua na preservação ambiental em Colider. Assim sendo, o Relações Públicas Claudinê Aparecido Tosta falou da criação da Associação Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Carapá (CARAPÁ VIVO), constituída por cidadãos e cidadãs colidenses dos mais diversos ramos profissionais, Ong que nasceu exatamente da carência, dos problemas que a comunidade vinha enfrentando com o racionamento de água no período da estiagem, bem como a mortandade de peixes no rio Carapá. Sendo, segundo Tosta, importante a parceria que visa objetivo comum: garantir água à comunidade, para isso desenvolvendo projetos a curto e longo prazo. Necessitando os projetos da Carapá Vivo de apoio para serem concretizados.

O presidente Eliel Mota falou que, dos projetos da Carapá Vivo alguns já estão em execução com várias atividades realizadas, apesar da imaturidade da Associação, da carência de recurso financeiro e, principalmente, do tempo de pandemia vivido, sendo a Associação criada exatamente nas vésperas da explosão do vírus no Brasil, o que prejudicou o andamento das ações. Mesmo assim, lembra ele que muitas adesões com o objetivo de ajudar no projeto de Revitalização do rio Carapá, ocorreram, como a participação de dezenas de voluntários populares, indígenas, empresários e acadêmicos do curso de Ciências Biológicas das Universidades Uniasselve e Unemat. “O principal foco é a restauração do rio, mas os projetos Carapá Vivo visam a preservação ambiental, são voltados aos interesses da comunidade, e toda parceria que venha contribuir para o desenvolvimento dos mesmos, que objetivam implementar em Colider ações voltadas não apenas a sanar os problemas da água no período da estiagem, mas devolver vida ao rio Carapá com água em abundância mesmo no período da seca, recuperando áreas degradadas, restaurando suas nascentes, enfim, promovendo a revitalização do rio Carapá, são bem vindas”, disse o presidente Eliel Mota, agradecendo a Coordenação da Unemat por ceder a sala para a reunião.
Falou brevemente aos presentes sobre o PRAD(PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS), o vice-presidente da Carapá Vivo, o Biólogo Heverton Aparecido Tiburski, esclarecendo ele ser um plano com uma série de estratégias e técnicas a serem desenvolvidas no sentido de restaurar áreas degradadas da bacia hidrográfica do rio Carapa, especialmente do município de Colider, para isso já foi feito contato com alguns proprietários que margeiam o rio, inclusive aplicando técnica de reflorestamento nucleação, sem o devido êxito por não haver a obrigatoriedade, comprometimento da parte do proprietário em cuidar impedindo por um determinado tempo o acesso do gado, o que certamente surtiria efeito com a existência do CAR, disse Heverton.
O professor Rinaldo Marques Padilha, membro do Conselho e Agente de Campo da Ong, discorreu, sobre a grande necessidade do reflorestamento, da restauração de nascentes, bem como de áreas degradadas que margeiam o rio Carapá, falando Rinaldo, com conhecimento, uma vez que fez ele um amplo estudo de análise das características ambientais na bacia do Carapá em Colider e Nova Canaã do Norte.
Por outro lado, o Gestor Ambiental Paulo Ricardo Gomes, que já percorreu vários pontos do rio Carapá, tanto no período da chuva quanto na estiagem; realizou pesquisa de campo, enfim, é conhecedor da realidade do rio, já trilhando muitos quilômetros sobre o leito seco do Carapá, participou da realização de dois mutirões de limpeza, mostrou então a necessidade de uma séria campanha de conscientização, tanto no sentido de preservação do rio que sofre com o acúmulo de lixo, quanto do consumo de água, e para isso há necessidade de apoio, sendo sim importante parcerias que principalmente visam a restauração do rio.
O vice tesoureiro Adenilton Assis lembrou da preocupação de Carapá Vivo quanto ao lixão desativado que localiza na cabeceira do rio, de onde há produtos químicos como pilhas, baterias e outros poluentes em putrefação, cujo chorume com a chuva desagua dentro do Carapá.
O Coordenador de Sustentabilidade da Águas Colider, Homar Capistrano, disse que a Concessionária tem projeto a curto e longo prazo que visa normalizar o abastecimento de água em Colíder. Entre os investimentos já realizados pela concessionária estão a ampliação do Centro de Reservação do município, que conta com um novo reservatório de água tratada, edificado com tecnologia de ponta, além da aquisição de caminhão hidrojato para limpeza e manutenção das redes de esgoto. Ainda segundo o coordenador, outras ações efetivas estão em desenvolvimento no sentido de garantir água à comunidade.
Sendo que, segundo ele, fora do período de estiagem a capacidade de produção, distribuição e reserva é mantida, comprometendo o abastecimento quando falta a chuva e seca o rio, baixando o nível d´água das bacias Carapá e Boa Esperança. E para amenizar esse problema foi criado o plano estratégico que visa garantir o abastecimento de água no período de seca deste ano de 2021, para o cumprimento do qual informou da necessidade de parceria com poder público, entidades constituídas e líderes comunitários, buscando desenvolver ações com a participação de forma mais direta da comunidade por meio dos representantes, os quais atuarão na execução do plano, inclusive propondo alternativas que venham somar nas tomadas de decisões voltadas as soluções dos problemas oriundos da escassez de água. Dentre as ações do plano o reforço na distribuição de água por caminhão-pipa, mapeamento de represas auxiliares para captação de água, doação de caixa da água à famílias carentes, investimentos, melhorias operacionais e campanha de conscientização do uso racional da água.

Respondendo as preocupações de Carapá Vivo quanto ao referido lixão abandonado e a qualidade da água retirada de represas, Christopher Alves, Gerente Operacional, disse que a água passa por um rigoroso processo de análise em laboratório antes de ser distribuída, não havendo nenhum motivo para preocupação quanto a qualidade. O que costuma ocorrer, segundo ele, é a água chegar na torneira, às vezes, com coloração escura, fator esse devido a sujeira que acumula nos canos d´água, e a recomendação é abrir a torneira e deixar escorrer um pouco antes do uso, disse. Christopher lembra que há no período da estiagem questionamento quanto a morte de peixes no rio Carapá, havendo distorção dos fatos, em que a empresa é criticada por estar degradando o rio e matando peixes ao fazer barragens, mas o que precisam entender, conforme ele, é que independente da barragem, a falta da chuva provoca a seca do rio formando poças em seu leito, ou seja, não tem água suficiente para correr.
Quanto aos projetos da Carapá Vivo, os representantes da Àguas disseram ser todos de grande importância para a comunidade, são voltados a preservação ambiental, como o projeto do óleo. “Óleo na rede de esgoto é considerado o colesterol em nossas veias”, enfatiza Christopher. Eles deram garantia de atenção especial aos projetos Carapá Vivo, com ênfase para o projeto do óleo, Limpando e Reciclando, a ser apresentado aos seus superiores visando dar ao mesmo a devida atenção no que se refere a apoio para o seu desenvolvimento. Assim como apoio a outras da Ong, que como parceira auxiliará a Concessionária de Águas no que se refere a informações relacionadas propriedades que margeiam os rios Carapá e Esperança, a serem possivelmente envolvidas no plano de estiagem.
Valendo salientar que, para compor o grupo “Plano de Estiagem” foram convidados além da Carapá Vivo representantes do Procon, Promotoria de Justiça, Procurador do Municipal Vigilância Sanitária, Associação Comercial(ACIC) líderes comunitários, secretários de Indústria e Comércio e Meio Ambiente.
Sobre a Águas Colíder – Por meio de concessão plena com validade de 30 anos, a Águas Colíder assumiu os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município em 2002. A empresa atende a cerca de 33 mil pessoas e tem como objetivo universalizar o acesso da população à água de qualidade e à coleta e tratamento de esgoto. Desde 2017, faz parte da Iguá Saneamento, companhia que está presente em 37 municípios brasileiros e que alcança 6 milhões de pessoas com o compromisso de ser a melhor empresa de saneamento para o Brasil.
Da Assessoria Carapá Vivo